quarta-feira, 7 de abril de 2010

0 Educação, Tecnologia Comunidade e Saberes

Dentro do âmbito educativo a discussão sobre o que é “saber” é vasta e, muitas vezes, subjetiva, saber pode ser a tabuada decorada, o caderno cheio, a lousa repleta de “matéria”, notas que variam entre “A” e “10”. Discutir o que são saberes é o primeiro passo para entender a complexidade do processo de aprendizagem, a tabuada decorada vai ajudar o aluno a “saber” quanto pagará pelos pães? O caderno cheio facilitará sua comunicação? E a “matéria” o fará um sujeito autônomo no seu processo criativo?

Certamente conseguiremos avaliar como estas perguntas estão sendo respondidas apenas observando a escola e avaliando os alunos que nelas estão ou já saíram. O Currículo escolar muitas vezes é embasado em uma realidade distante do aluno, sem significado nas atividades e nem desafios cognitivos. O primeiro passo é um olhar diferenciado da equipe da escola sobre a comunidade, sua história, suas conquistas, suas lutas, seus conhecimentos, seus talentos. Talvez a palavra seja talento, o óculos do pré conceito, que enxerga os alunos e a comunidade como algo menor e com menos saberes que a escola.

O Desafio, portanto, é a escola ver na comunidade seus talentos, reconhecer que neles moram grandes portais de conhecimento e desenvolvimento e somar, transformar esses talentos comunitários em talentos ainda mais desenvolvidos. A educação, no molde depositário, se revelou incompetente na formação de cidadãos e nos seus valores, a educação não está sob a guarda da escola, ela é vivenciada em todos os momentos do aluno, desde uma brincadeira na rua, até em sala de aula quando o professor nega o conhecimento do aluno.

Soma e divisão são operações matemáticas que deveriam fazer parte do contexto educativo da escola, a soma de saberes e a divisão entre todos contribui para a formação de pessoas conscientes do seu valor, com aprendizagens escolares significativas que vão favorecer o desenvolvimento moral, emocional e cognitivo.

O maior desafio, talvez, seja olhar para os talentos como elementos que depois de somados serão divididos entre todos os envolvidos, todos terão o direito de crescer com essas simples operações e isso se tornar o primeiro passo pra uma vida em sociedade melhor.

Onde entra a informática nisso? Na divulgação e otimização técnica da produção, que aumentam a auto estima e incentivam produções melhores, maiores e com maior alcance, os talentos comunitários podem utilizar escolas como portais com amplitude mundial (por que não?). Produção de conhecimento e tecnologia podem e devem ser aliados. Os saberes técnicos, humanos, cognitivos, emocionais devem todos caminhar juntos em prol de melhor qualidade de vida e para que mais educamos se não para a melhora de qualidade de vida de todos?

O mundo oferece várias portas, nossos alunos tem o direito de conhecer todas e assim terem conciência plena de suas opções , negar qualquer uma dessas portas é negar ao aluno o direito da escolha do seu caminho.


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