segunda-feira, 23 de abril de 2012

0 Tecnologia da Informação e a EJA 1



Bom, neste ano tenho uma turma de EJA, em processo de Alfabetização (que corresponde ao Ciclo Básico ou 1ª e 2ª série) e no inicio fiquei meio perdida pra planejar um trabalho com eles no Laboratório de Informática, mesmo os anos de experiência com crianças não me preparou para adultos que tem um terror terrível do computador (maior do que os que eu conhecia). E sempre tive a concepção do computador como ferramenta de troca de comunicação e informação, mas como fazer isso com alunos que sentem tanta dificuldade na leitura e na escrita? Que não são crianças, portanto jogos não são tão atrativos assim, pelo contrário, os assusta.

No primeiro dia tivemos uma atividade de alfabetização no computador, mas percebi que não deu o resultado esperado, são 21 alunos adultos,  sendo 8 inclusões, portanto ficou um pouco chato para eles um jogo de completar palavras feito para crianças e minhas inclusões pouco interagiam, pois são pré-silábicos em sua maioria. Sai meio frustrada do laboratório, devo confessar.

Conversei com a Ana, que é PAPE (em SBC tem uma professora que fica no Laboratório e dá o apoio necessário para nós professores de sala, inclusive é muuuito bom ter essa figura) da escola que trabalho, e ela me deu a idéia de procurarmos imagens das cidades que eles nasceram, na hora achei ótima, é uma forma dos alunos verem uma real funcionalidade do computador e que realmente o conhecimento produzido lá crie elo com a realidade deles.

Assistimos um curta metragem FANTÁSTICO que a Cláudia (Agente de biblioteca da escola) havia me dado uma cópia chamado "Vida Maria" (vídeo abaixo), a partir desse curta conversamos sobre as origens dos alunos, de onde vieram, como vieram, quantos anos tinham... Enfim, todos contaram um pouco de sua história e foi rico trocar isso, descobri que 3 alunas minhas se casaram com 12 anos, que dois alunos vieram da mesma cidade e nem sabiam, que todos freqüentaram a escola em algum momento da vida e eles se identificaram entre si, fortalecendo, inclusive a amizade entre eles.

No dia seguinte começamos o trabalho de estudar o RG, os alunos identificaram dados como: nome dos pais, número do RG, o seu nome, data de nascimento e a cidade em que nasceu, inclusive a localizando (mesmo que com ajuda) no mapa. Depois disso fizemos uma roda de conversa sobre sua origem, como a cidade que nasceram era, como imaginam que estava agora e a proposta foi ir ao laboratório descobrir fotos atuais da origem de cada aluno.

Fomos ao laboratório com o nome da cidade de nascimento de cada um anotado no caderno, deu trabalho? Claro que deu... Os alunos não eram familiarizados com o computador, tinham aversão à maquina e achavam que aquilo não era para eles. Foi até uma questão de auto-estima.

Entramos no Google fotos e cada um digitou sua cidade de origem (até os alunos de inclusão) e adoraram ver as fotos, alguns alunos bateram fotos de celular do monitor do computador e contavam aos seus parceiros como era aqui e ali, que a igreja continuava igual, mas as casas tinham mudado um pouco e por ai foi...  

Missão cumprida! O Computador já tinha funcionado como fonte de pesquisa e servia pra alguma coisa mais legal do que joguinhos feitos pra criança. Depois disso apenas uma ou duas alunas com idade mais avançada continuaram com nariz torto para o computador, mas vamos continuar o trabalho.

Esse foi o primeiro passo, vou narrando o andamento da coisa toda, sobre como trabalhar tecnologia da Informação com adultos em Alfabetização. Agradeço de coração a Claudia e a Ana... Sem trocas nada funciona!



segunda-feira, 2 de abril de 2012

0 Produção de Informação I

   Bom dia gente! O computador é uma ferramenta de muito consumo de informação, mas o bacana é que ninguém precisa só consumir, você tem o direito e o dever de produzir também. Ao contrário da TV, Rádio, Jornais, etc. A internet possibilita a qualquer um ter a mesma visibilidade que a Globo, basta para tanto ser criativo, ter conteúdo e inserir esse conteúdo em alguma rede social.

   Você deve conhecer várias coisas que nasceram assim, no meio artístico existem muitos exemplos, desde O Teatro Mágico que não só cresceu pela Internet, ne como disponibiliza todo seu conteúdo gratuitamente, simplesmente por serem a favo da Democratização da Informação. Ou seja: pregam que todos devem produzir informação para todos, entenderam? É bem simples, a visão aqui é de que a produção, seja cultural ou intelectual, deva ser compartilhada sempre, não visando o lucro monetário, mas sim o desenvolvimento das pessoas e da sociedade como um todo. E como funciona o dinheiro nisso? Simples, eles ganham nos shows.

   Não é uma pregação contra os direitos autorais, mas voltemos a educação, o aluno que você esta educando está preparado pra assumir esse papel de produtor consciente de informação, ou ainda, ele realmente sabe separar o joio do trigo nessa enorme maré de informações que a Internet joga?

   Nossas escolas não estão preparadas pra esse tipo de formação do cidadão, acostumamos nossos alunos a “respostas certas” e quando ele cai no mundo virtual ou real essas respostas certas se dividem, nem sempre são certas, nem sempre são erradas e ele pode se perder por falta de preparo.

   Podemos, desde o ensino infantil, possibilitar a descoberta das respostas, não a resposta pronta. Quando uma criança pequena se descobre e descobre seu mundo ele ganha significado e a instiga a procurar mais e mais. Conforme vão crescendo vamos “podando” essa curiosidade que é própria da criança e do adolescente. A criança pode aprender, no ensino infantil, que se ela buscar uma imagem no computador essa imagem aparece e que a imagem dela pode estar lá também. Aqui podemos usar programas simples como PowerPoint ou Movie Maker (não precisa estar necessariamente online). Aos poucos ela se apropria de suas buscas e produções disponíveis e compartilhadas, começa então a formação do cidadão que usa a ferramenta com discernimento sobre que tipo de produção contribui para um mundo melhor. Pense nisso, começar a refletir sobre a realidade é o primeiro passo para transformá-la.

   Falaremos mais nas próximas postagens, adoro esse assunto e sinceramente acho que 99% das escolas não estão preparadas para formar produtores e consumidores conscientes de informação.

Beijo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

0 Estudo de Capitais e Estados

Descobridores do Brasil

Muitos jogos ajudam não só no desenvolvimento cognitivo do aluno, bem como na sua socialização e construção de conceitos, regras e valores. É uma ferramenta que o professor pode e deve usar. Sempre respeitando as necessidades dos alunos, que uma hora ou outra devem usar o computador para produções, onde ele vai realmente se apropriar do que aprendeu. lembra do "Aprendo mais ensinando"? Funciona com o aluno também, uma hora ele tem q "ensinar" alguém pro conteúdo ser internalizado e as produções na Internet oferecem ótimas ferramentas para isso. Mas depois nos aprofundaremos nesse assunto, só o introduzi para que nenhum leitor pense que só de jogos sobrevive o computador na escola.

E pensei aqui com meus botões: "posso dividir atividades usadas em sala", e alguns dias serão atividades que usamos jogos para realizarmos. E uma atividade que fez sucesso, pois minha meninada do ano passado (uma turma de 3ª série) amou e gerou bons resultados na aprendizagem foi essa:

Iniciamos com uma apresentação de Power Point que todos os alunos tinham acesso em seu computador através da rede,  nesse power point o Link dos jogos (que eram TODOS Online e gratuitos), alguns encontrei no site do MEC. Bom, comecemos a aula, inicialmente abri no telão e pedi que todos olhassem pra lá o arquivo de Power Point começa em preto, com uma musiquinha bacama, no escurinho, para que entrassem no "clima", assim iniciamos as etapas.

Etapa 1
Foi apresentado o desafio, que era Conhecer o Brasil e registrar em um diário de Bordo, mas para isso teriam que vencer 4 desafios.


Etapa 2
Foi apresentado o modelo a ser utilizado como Diário de Bordo (aqui coloquei no Excel pois eles tinham intimidade já com o programa depois de algumas atividades de gráficos que posto aqui depois)

Etapa 3
Apresentação: Esse jogo é como um Tétris do mapa do Brasil (link do jogo: http://www.j-o-g-o-s.com/Jogos-Tetris/Jogo-Tetris-Regioes-Brasileiras.htm) foi feito para se apropriarem melhor do formato do País e a divisão politica, eles deveriam anotar apenas os nomes dos Estados, mas caso não conseguissem na próxima atividade isso também seria possível.


Etapa 4
Segundo desafio: Reconhecer neste outro jogo ( http://www.cambito.com.br/games/brasil.htm ) cada capital dos Estados já pesquisados.Aqui é um quebra-cabeças com os Estados e capitais.


Etapa 5
Terceiro desafio: Reconhecer neste jogo ( http://www.cambito.com.br/games/regioes.htm) a qual região o Estado pertence e registrar no Diário de Bordo.


Etapa 6

Quarto desafio: para fixação do conteúdo escolhi um jogo da memória (http://www.redescola.com.br/software/uagf4010/uagf4010.swfcom os Estados e suas capitais 


Foram alguns dias de atividades, que os alunos se empenharam muito e se divertiram muito, ao final de tudo, sistematizamos em sala de aula e montamos um diário de Bordo bem grande, para fixar do lado de fora da sala de aula, pois o projeto norteador da Escola eram as regiões do Brasil e nosso. Mas antes de entrarmos na região que nosso ciclo estudaria (Centro Oeste), precisávamos compreender o Brasil como um todo, para aprofundar em uma região posteriormente.

Como alguns jogos online as vezes saem do ar, coloquei algumas opções:







quarta-feira, 7 de abril de 2010

1 Criança de 2 anos e meio com um Ipad



Só pra mostrar como as vezes menosprezamos a utilização do computador, uma criança de dois anos e meio utilizando o IPad, lançamento da Aple.

As referencias que uma criança tem são infinitamente diferentes das referencias que nós tivemos.

A dificuldade, agora, é educar para esse uso sem termos referencial do que é um uso produtivo. Acredito que para isso os professores terão que se tornar minimamente, usuários da ferramenta, para que não caiamos no risco de negar, novamente, a realidade do aluno.

0 Educação, Tecnologia Comunidade e Saberes

Dentro do âmbito educativo a discussão sobre o que é “saber” é vasta e, muitas vezes, subjetiva, saber pode ser a tabuada decorada, o caderno cheio, a lousa repleta de “matéria”, notas que variam entre “A” e “10”. Discutir o que são saberes é o primeiro passo para entender a complexidade do processo de aprendizagem, a tabuada decorada vai ajudar o aluno a “saber” quanto pagará pelos pães? O caderno cheio facilitará sua comunicação? E a “matéria” o fará um sujeito autônomo no seu processo criativo?

Certamente conseguiremos avaliar como estas perguntas estão sendo respondidas apenas observando a escola e avaliando os alunos que nelas estão ou já saíram. O Currículo escolar muitas vezes é embasado em uma realidade distante do aluno, sem significado nas atividades e nem desafios cognitivos. O primeiro passo é um olhar diferenciado da equipe da escola sobre a comunidade, sua história, suas conquistas, suas lutas, seus conhecimentos, seus talentos. Talvez a palavra seja talento, o óculos do pré conceito, que enxerga os alunos e a comunidade como algo menor e com menos saberes que a escola.

O Desafio, portanto, é a escola ver na comunidade seus talentos, reconhecer que neles moram grandes portais de conhecimento e desenvolvimento e somar, transformar esses talentos comunitários em talentos ainda mais desenvolvidos. A educação, no molde depositário, se revelou incompetente na formação de cidadãos e nos seus valores, a educação não está sob a guarda da escola, ela é vivenciada em todos os momentos do aluno, desde uma brincadeira na rua, até em sala de aula quando o professor nega o conhecimento do aluno.

Soma e divisão são operações matemáticas que deveriam fazer parte do contexto educativo da escola, a soma de saberes e a divisão entre todos contribui para a formação de pessoas conscientes do seu valor, com aprendizagens escolares significativas que vão favorecer o desenvolvimento moral, emocional e cognitivo.

O maior desafio, talvez, seja olhar para os talentos como elementos que depois de somados serão divididos entre todos os envolvidos, todos terão o direito de crescer com essas simples operações e isso se tornar o primeiro passo pra uma vida em sociedade melhor.

Onde entra a informática nisso? Na divulgação e otimização técnica da produção, que aumentam a auto estima e incentivam produções melhores, maiores e com maior alcance, os talentos comunitários podem utilizar escolas como portais com amplitude mundial (por que não?). Produção de conhecimento e tecnologia podem e devem ser aliados. Os saberes técnicos, humanos, cognitivos, emocionais devem todos caminhar juntos em prol de melhor qualidade de vida e para que mais educamos se não para a melhora de qualidade de vida de todos?

O mundo oferece várias portas, nossos alunos tem o direito de conhecer todas e assim terem conciência plena de suas opções , negar qualquer uma dessas portas é negar ao aluno o direito da escolha do seu caminho.


terça-feira, 6 de abril de 2010

0 Creche - Como anda o trabalho

Me surpreende o trabalho que estamos tendo em creches, a grande maioria chora pra sair do micro e além de dominar as maquinas estão realmente melhorando o repertório de cores e palavras.

As atividades usadas são do PowerPoint, fazemos apresentações com imagens e letras e eles precisam apertar botões para que funcionem (crianças muito pequenas tem dificuldade com o mouse). Abismada com o que fazem, inclusive já deram um Print numa tela e colaram no PowerPoint (mistério...rs).
Está sendo gratificante observar crianças de 0 a 5 anos já vendo o computador como objeto de aprendizagem desde pequenas, a cultura de uso do computador é educativa, sempre vai existir coisas positivas e negativas nele, assim como no mundo, nosso papel sempre vai será mostrar que o positivo soma.
As monitoras que acompanham o trabalho são bárbaras e agora iniciaremos o uso do CLIC (software livre e aberto) para a utilização do mouse.



Vou detalhando o trabalho com cada idade, mas posso adiantar que dá resultados sim e criar uma cultura de bem viver virtual é nosso dever. A intenet é reflexo da nossa sociedade, não é vilã nem mocinha. Formar cidadãos que saibam do seu papel como consumidor de informação e produtor de conhecimento é fundamental para um reflexo melhorzinho no espelho virtual.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

4 Excel

Excel




È sempre um tabu o trabalho no Excel, professores morrem de medo de contas (em especial professores do fundamental I). Mas o trabalho não é difícil. Dentro de atividades envolvendo números, gráficos, sistematizações matemáticas o Excel favorece uma ferramenta útil na aprendizagem.



Sistematizações quantitativas (como número do sapato da turma, altura ou até mesmo intenção de votos numa eleição) podem, facilmente, ser inseridos no Excel ou outra planilha eletrônica similar.



Aqui vão exemplos de atividades:

O Stop, brincadeira muito encontrada nos cadernos de ginasio de quem tem 30 anos, pode ser feito no Excel, com a utilização de formulas e formatação:


Existe a versão matemática da brincadeira, que segue o mesmo principio, altera-se as palavras por operações matemáticas:


A Sistematização de dados quantitativos também é possivel:


brincadeiras údicas, como o jogo de damas, pode ser facilmente montado utilizando as auto-formas:


Qualquer dúvida podem postar, essas atividades estão em excel em um unico arquivo, deixando o e-mail eu mando pra vocês.